O fundo de índice de mercados emergentes da Fidelity (FFEM) registrou um ganho de cerca de 30% no ano até maio, e 22% após uma recente correção. O ativo, que concentra investimentos em tecnologia e semicondutores, superou o retorno do S&P 500 no mesmo período, apesar de pouca cobertura da imprensa.
O desempenho do FFEM é impulsionado por uma gestão ativa que concentra capital em setores específicos. As dez maiores posições do fundo representam 43% dos ativos líquidos. A maior aposta é em Taiwan Semiconductor, que detém 14% do portfólio. Somando Samsung Electronics (cerca de 7%) e SK Hynix (cerca de 3%), os três nomes de semicondutores representam aproximadamente 24% do fundo, refletindo uma concentração na cadeia de suprimentos de capital para inteligência artificial.
Outro motor de crescimento é a tecnologia e o consumo chinês. Tencent (cerca de 7%), Alibaba (cerca de 3%) e PDD Holdings (cerca de 2%) somam cerca de um oitavo do portfólio. Além disso, o fundo mantém uma exposição a mercados indianos, com HDFC Bank, Reliance e Larsen & Toubro representando 5,6% do valor, atuando como balanço contra a concentração em China e Taiwan.
A baixa visibilidade do fundo deve-se à sua marca discreta e ao fato de não seguir um índice mecânico, o que impede o fluxo passivo. Analistas apontam que o futuro do ativo depende da continuidade do ciclo de capital de IA, da cooperação do dólar e da estabilidade regulatória da tecnologia chinesa.


