O fundo de investimento em mineradoras de prata, SLVR, registrou queda de 12% em um dia, caindo de $59,48 para $52,43. A desvalorização ocorreu após o ativo ter apresentado alta de 434% desde novembro de 2021, impulsionada por dados de emprego e alta de juros.
A queda do ETF ocorreu após a divulgação dos dados de empregos de maio, que apontaram a criação de 172 mil postos de trabalho, superando a estimativa de 80 mil. Esse resultado forçou o mercado a reavaliar as expectativas de cortes da Reserva Federal. Em reação, o rendimento do Tesouro de dois anos subiu para 4,16%, atingindo um patamar de 16 meses, enquanto o índice dólar ganhou 0,65%.
O SLVR concentra cerca de 66% de seus ativos em ações de prata, 19% em prata física e 15% em outras ações, com 90,61% da exposição geográfica no Canadá. A queda de 7% na prata impactou o segmento físico, mas o segmento de mineradoras sofreu uma perda maior devido ao alavancagem operacional. O ETF opera com sensibilidade de aproximadamente 1,5 vezes em relação à prata spot em dias de forte baixa.
A análise dos produtores de prata indica que a queda no preço do metal afeta o fluxo de caixa futuro das mineradoras de forma desproporcional. O mercado precificou essa assimetria, refletindo a pressão macroeconômica sobre os metais não rendíveis, que permanecem em patamares elevados de juros.


