A Casa Branca anunciou que acelerará o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial para aplicações de segurança nacional nos Estados Unidos. O presidente assinou uma ordem executiva solicitando acesso antecipado aos modelos mais avançados para avaliar riscos cibernéticos, ao mesmo tempo que proibiu o uso da tecnologia para vigilância ilegal.
O presidente dos Estados Unidos declarou em um memorando de segurança nacional que o país acelerará o uso da IA nos domínios de inteligência e combate, seguindo valores americanos. O documento estabeleceu que o secretário de Defesa teria 90 dias para atualizar diretrizes sobre sistemas de armas autônomas, garantindo que a adoção respeite a cadeia de comando.
O memorando também determinou que tecnologias de IA não devem ser usadas pela agência de segurança nacional para censurar liberdade de expressão ou realizar atividades de vigilância não autorizadas. Um diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca explicou que a medida visa acelerar a adoção de IA de diversos fornecedores, prevenindo falhas únicas em sistemas críticos.
A decisão ocorre em um contexto de tensão entre o Pentágono e a empresa de IA Anthropic. O Pentágono havia imposto à Anthropic uma designação formal de risco à cadeia de suprimentos em março, após a empresa recusar proibições sobre o uso de sua ferramenta Claude em operações militares e vigilância em massa.


