Os Estados Unidos anunciaram um novo tarifaço que afetará o comércio com 60 países, incluindo o Brasil, em uma investigação sobre importação de produtos ligados ao trabalho forçado. A taxa adicional de 12,5% será aplicada ao grupo que contém o Brasil, segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
A decisão do governo norte-americano, que faz parte de uma apuração do USTR, aponta falhas regulatórias em diversas economias na aplicação de regras contra produtos oriundos de trabalho forçado. O órgão afirmou que essa lacuna gera distorções no comércio internacional e pressiona a competitividade dos trabalhadores americanos.
O Brasil se enquadra no grupo que receberá a tarifa mais alta, de 12,5%, ao lado de economias como China, Índia e Japão. Outro bloco de nações será taxado com 10%. O embaixador Jamieson Greer declarou que a falta de ação efetiva dos parceiros comerciais é “inaceitável”.
Caso o governo dos Estados Unidos confirme a medida após o período de consultas públicas, os produtos brasileiros exportados poderão ficar mais caros. Os comentários sobre a proposta podem ser enviados até 6 de julho de 2026, com audiências públicas marcadas para 7 de julho. A nova tarifa se soma às taxas já existentes, o que pode forçar empresas brasileiras a revisarem contratos e margens de lucro.


