Os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã na noite de terça-feira (8), dois dias antes do início da Copa do Mundo, conforme declarou o presidente Donald Trump. A ofensiva, descrita como “forte e poderosa”, atingiu reservatórios de água no sul iraniano, gerando uma escalada de tensões na região.
O Comando Central dos EUA confirmou que os ataques ocorreram às 18h (horário de Brasília) como uma ação de “autodefesa”, em resposta à queda de um helicóptero Apache do Exército norte-americano no Estreito de Ormuz. A retomada do conflito ocorre em meio a um acordo de cessar-fogo previamente estabelecido entre os países.
A agência iraniana Fars relatou explosões na província de Hormozgan, resultando na destruição de pelo menos dois reservatórios de água e no consequente desabastecimento. Ataques também foram registrados na ilha de Qeshm e em cidades do sul do país, segundo veículos de comunicação. O Irã ativou sua defesa antiaérea e ameaça responder com bombardeios contra alvos estadunidenses.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou: “Saiam da nossa região se quiserem estar seguros”. Ele complementou que as Forças Armadas iranianas não permitirão ataques ou ameaças sem resposta. A escalada militar também afeta a logística da delegação iraniana no Mundial, que será realizado no México.


