Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO). A medida, publicada no Federal Register, altera o status jurídico das facções perante a comunidade internacional e permite ações mais rigorosas contra suas atividades.
O enquadramento como organizações terroristas tira o tratamento de grupos criminosos ligados apenas ao tráfico de drogas. A designação permite que agências de inteligência e segurança dos EUA usem medidas mais rigorosas para monitorar e desarticular operações das facções, inclusive fora do Brasil. Além disso, qualquer pessoa ou empresa que apoie os grupos pode ser alvo de sanções sob a legislação norte-americana.
A classificação traz consequências diretas para os integrantes. De acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA (INA), estrangeiros ligados ao PCC ou CV são considerados inadmissíveis no território norte-americano. Isso pode levar ao cancelamento de vistos e à deportação de indivíduos já presentes nos EUA.
Outra consequência relevante é o impacto financeiro. Instituições bancárias nos EUA são obrigadas a bloquear ativos e contas vinculadas às facções, seguindo diretrizes da Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA. Especialistas apontam que isso dificulta a lavagem de dinheiro e aumenta a vigilância bancária global.


