Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques militares durante a noite de quarta-feira, 10 de junho, após o presidente Donald Trump retaliar Teerã pelo abate de um helicóptero Apache americano perto do Estreito de Ormuz. Os confrontos expuseram a fragilidade das negociações que visavam a paz na região.
As Forças Armadas dos EUA declararam ter concluído uma operação na qual caças atacaram defesas aéreas iranianas, estações de controle terrestre e locais de radar próximos ao Estreito de Ormuz. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã lançou mísseis contra quatro alvos americanos, incluindo abrigos de caças F-35 e um centro de comando militar na Base Aérea de Al-Azraq, na Jordânia.
O Irã também afirmou ter disparado drones contra a principal base naval dos EUA no Oriente Médio, localizada no Bahrein, e atacado a base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait. Os ataques ocorreram após a queda do helicóptero Apache, cujos pilotos foram resgatados. Um oficial americano disse que indícios iniciais apontam para colisão com um drone Shahed, e o Centcom avalia se o acidente foi intencional.
Apesar da escalada, os preços do petróleo apresentaram pouca variação na quarta-feira, com o Brent caindo 0,1%, para US$ 91,37 o barril. As negociações indiretas, conduzidas por intermediários do Paquistão, continuam, mas persistem pontos de atrito, como a exigência iraniana de descongelamento de mais de US$ 10 bilhões em fundos retidos.


