O presidente dos Estados Unidos anunciou a injeção de US$ 700 milhões na indústria de carvão do país na última quinta-feira (4 de junho de 2026). O pacote busca frear o declínio do setor, impulsionar o que o republicano chama de “carvão limpo e belo” e reduzir os custos de energia para a população norte-americana.
Dos recursos, US$ 425 milhões serão liberados pela Lei de Produção para a Defesa, que concede poderes de emergência ao presidente sobre indústrias nacionais. Este montante deve evitar o fechamento de 14 usinas em 10 estados e manter 42 minas de extração de carvão operacionais. Empresas como Duke Energy e American Electric Power serão beneficiadas.
Outra fatia de US$ 75 milhões será usada para construir o terminal de exportação West Gateway, na Califórnia. Essa infraestrutura permitirá exportar até 12 milhões de toneladas de carvão dos EUA anualmente. Além disso, US$ 185 milhões em subsídios financiarão novas termelétricas no Alasca e na Virgínia Ocidental, e a reativação de uma usina em Maryland.
A medida ocorre em um contexto de alta nos preços de eletricidade e combustíveis, agravada por reflexos no mercado internacional de petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, declarou que o carvão é “uma fonte crítica para a nossa eletricidade e indústria”.
Ambientalistas criticam o aporte, pois o carvão emite altos níveis de gases de efeito estufa. Um diretor-gerente da Signal Group afirmou que prolongar a vida útil das usinas é “como jogar dinheiro em carruagens puxadas por cavalos para ajudar a reduzir os preços da gasolina”.

