O ex-ministro Ciro Gomes afirmou que a classificação do PCC e do CV como organizações “terroristas” pelos Estados Unidos pode gerar sanções financeiras contra empresas e pessoas que apoiem as facções criminosas no Brasil.
Segundo o pré-candidato ao governo do Ceará, a medida norte-americana não alterará as investigações policiais brasileiras. Contudo, indivíduos ou empresas que colaborarem com o crime organizado podem ser alvo de restrições internacionais, como congelamento de contas e impedimento de negócios globais, conforme declarou.
A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, informou que as sanções serão direcionadas a apoio material aos grupos, descartando que o sistema Pix seja afetado. Ela também afirmou que a legislação norte-americana prevê bloqueio de ativos e restrições de visto, sem autorizar intervenção militar no território brasileiro.
Ciro Gomes criticou o governo atual, atribuindo o avanço das facções à omissão do partido no Ceará. Ele explicou que as sanções podem ser implementadas por meio de normas como a Rico e a Foreign Narcotics Kingpin Designation Act, ferramentas usadas para combater organizações criminosas complexas nos EUA.


