A Europa enfrenta ondas de calor intensas e recordes de temperatura nesta semana, com cientistas alertando para a piora do clima. O continente, que aquece duas a três vezes mais rápido que a média mundial, registra eventos extremos que sobrecarregam a infraestrutura local.
A França, epicentro do calor extremo, registrou o dia mais quente da história, com temperatura média nacional de cerca de 29°C, superando o recorde de 2019, segundo dados provisórios da Météo-France. O calor se tornou mortal: mais de 40 pessoas morreram afogadas na França desde 18 de junho, conforme anunciou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu. Além disso, três idosos morreram por causa do calor perto de Bordéus, e duas crianças foram encontradas mortas em um carro quente no sul do país.
Em outros países, o risco é alto. O Reino Unido emitiu alerta vermelho devido à previsão de temperaturas acima de 37°C, e centenas de escolas estão fechando ou em meio período. Na Espanha, temperaturas ultrapassaram 45°C em Andújar. Mais de 20 nações europeias entraram em alerta de calor, sendo cinco classificadas no nível vermelho, o mais severo.
Cientistas explicam que as mudanças climáticas, intensificadas pela queima de combustíveis fósseis, são a causa principal do calor extremo. Professores de climatologia afirmam que a infraestrutura europeia não foi projetada para esse nível de calor, e o calor retido em residências sem refrigeração adequada representa uma crescente ameaça à saúde pública.

