O ex-banqueiro busca a contratação de uma nova banca de advogados em tentativa de destravar negociações de delação premiada. As duas primeiras propostas foram negadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A movimentação ocorre enquanto o empresário está detido em uma cela especial no Distrito Federal.
A busca por novos nomes para assumir o caso envolve disputas entre escritórios de advocacia de Brasília. A defesa atual é conduzida pelo advogado Sérgio Leonardo. Segundo relatos, o ex-banqueiro afirmou a aliados que a PF demonstra “má vontade” com os documentos apresentados e pretende reunir provas mais robustas para a nova tentativa.
Contudo, investigadores da PF demonstraram ceticismo sobre a capacidade do investigado de apresentar fatos novos. As autoridades exigem informações comprovadas que envolvam autoridades nos esquemas investigados para aceitar um acordo de colaboração. A PF havia manifestado desconforto com a custódia prolongada do ex-banqueiro em sua superintendência no Distrito Federal.
A transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado fundamentou a decisão no fato de que a permanência nas instalações da PF não era mais considerada adequada. Na nova unidade, o ex-banqueiro ocupa uma cela especial, e o STF determinou que a Polícia Militar impeça contato com outros investigados do Caso Master.

