Um ex-banqueiro firmou um contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes. A informação, contida em anexos de delação rejeitada pela Polícia Federal, detalha o acordo e a tentativa de assegurar pagamentos futuros.
O ex-banqueiro celebrou um contrato com o escritório de advocacia da esposa do ministro, no valor de R$ 129 milhões. O pagamento seria feito em parcelas de R$ 3,6 milhões. A delação rejeitada, divulgada por uma jornalista, indicou que havia um segundo documento previsto para agosto de 2025.
Este segundo acordo, avaliado em R$ 50 milhões, visava garantir o pagamento total do contrato inicial, mesmo que o Banco Master, contratante original, fosse vendido. O ex-banqueiro alegou que os R$ 50 milhões não foram pagos porque o novo contrato não foi assinado.
A necessidade de garantir o pagamento por outra empresa, segundo a delação, sugere que o ex-banqueiro não confiava que o comprador do Banco Master honraria as parcelas. O contrato inicial previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre janeiro de 2024 e janeiro de 2027.


