O ex-diretor adjunto operacional da Polícia Nacional da Espanha, Eugenio Pino, afirmou nesta segunda-feira (1º) que estava ciente da operação de espionagem contra o ex-tesoureiro do Partido Popular (PP) Luis Bárcenas, mas defendeu a legalidade da ação, classificando-a como uma “operação de inteligência” para localizar dinheiro escondido no exterior.
Em depoimento como acusado no julgamento do caso Kitchen, Pino negou que a investigação tivesse como objetivo obter informações comprometedoras de altos cargos do PP que estariam em poder de Bárcenas. A operação, ocorrida durante o governo de Mariano Rajoy, foi alvo de controvérsia por supostamente usar recursos do Estado para fins políticos.
Pino, que ocupou o cargo de diretor adjunto operativo entre 2011 e 2016, reiterou que a atuação policial seguiu os parâmetros legais e que o foco era recuperar ativos ocultos no exterior. O julgamento do caso Kitchen continua em Madri.

