O ex-deputado federal sugeriu que o Brasil considere adotar uma tecnologia de pagamentos instantâneos similar ao Zelle, plataforma dos Estados Unidos. A proposta foi feita em entrevista, em um momento em que o governo norte-americano impôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
A sugestão do ex-parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, visa facilitar negociações econômicas entre Brasília e Washington, argumentando que os EUA possuem mecanismos semelhantes ao Pix. Segundo ele, “Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Dá para você ir para uma mesa de negociação com os norte-americanos com bons argumentos, dá para você sentar, dá para negociar”.
Contudo, especialistas apontam diferenças estruturais entre os sistemas. O Pix, desenvolvido pelo Banco Central, é um sistema público com acesso universal e transações gratuitas para pessoas físicas. Já o Zelle é uma iniciativa privada de grandes instituições financeiras norte-americanas, como JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo, e sua adesão é voluntária.
Dados do Banco Central mostram a consolidação do Pix no país, que já ultrapassou 170 milhões de usuários. Em janeiro de 2026, o sistema registrou 7 bilhões de transações, movimentando R$ 3 trilhões, um recorde anterior. Um economista comentou que o Pix democratizou os pagamentos, diferentemente do Zelle, que possui menor transparência e controle privado.


