Uma ex-funcionária do governo criticou as mudanças na política de dependência, que serão tratadas sob o Ministério da Saúde, e alegou que o primeiro-ministro utilizou trechos de um relatório da OECD de 2023 de forma enganosa.
A ex-funcionária, em reunião com o gabinete, afirmou que as alterações foram implementadas sem discussão transparente ou pareceres interministeriais oficiais. Ela contestou o uso de trechos de um documento da OECD, alegando que houve um “lícito tratamento de excertos do documento”.
O primeiro-ministro havia usado o relatório da OECD, focado no estado da administração pública, para argumentar que muitas estruturas governamentais não cumprem a função de coordenação de políticas. Segundo o documento, a maioria dos órgãos governamentais tem capacidade limitada de influenciar a agenda do governo.
O ombudsman em exercício, em conjunto com outros representantes, também criticou as mudanças, destacando que elas foram anunciadas sem qualquer debate. O defensor público comentou que, em décadas passadas, a agenda de direitos humanos foi “esmagada por palha vazia”.
A ex-funcionária alertou que, ao retirar poucas frases de um relatório extenso, é possível interpretá-lo de maneira oposta à sua compreensão complexa, o que configura manipulação pública.


