A Justiça da Coreia do Sul condenou a ex-primeira-dama Kim Keon Hee, de 53 anos, a mais sete anos de prisão. A decisão ocorreu por corrupção, após ela receber joias de alto valor em troca de influência sobre nomeações em cargos públicos.
A condenação se refere a presentes avaliados em cerca de 103,8 milhões de wons, o que corresponde a aproximadamente US$ 68 mil ou R$ 353,1 mil. Entre os itens citados estão um colar da Van Cleef & Arpels, um broche da Tiffany & Co. e brincos da Graff. O empresário Lee Bong-kwan, presidente da Suh Hee Construction, entregou os bens entre março e maio de 2022.
Os promotores alegaram que Kim utilizou a influência decorrente de sua posição para beneficiar interesses privados. A acusação sustentou que ela aceitou bens de empresários e figuras públicas em troca de influência em nomeações governamentais. Embora Kim tenha negado irregularidades, admitiu o recebimento de parte dos presentes, alegando que os itens decorriam de amizade.
O tribunal rejeitou essa justificativa, concluindo que o valor dos presentes ultrapassava cortesia e visava garantir acesso para favorecer interesses empresariais. A sentença também condenou Kim por favorecer a nomeação de Lee Bae-yong para a presidência da Comissão Nacional de Educação. A ex-primeira-dama já cumpre pena desde agosto de 2025, quando foi condenada a quatro anos por tráfico de influência, pagamento de propina e fraude envolvendo ações.

