Um ex-vereador e um deputado estadual são investigados pela Polícia Civil por suposta ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP). A apuração foca na suspeita de que um imóvel usado como comitê eleitoral servia para armazenar materiais ilícitos do grupo criminoso.
A investigação, conduzida pela Promotoria de Investigação Penal da Penha e de Irajá, apura que o ex-vereador utilizaria o local para guardar itens ilícitos do chefe do TCP, apontado como influente na Zona Norte do Rio. A informação surgiu de uma denúncia recebida pelo Disque Denúncia.
Os agentes políticos são alvos de uma operação que investiga a conexão entre figuras públicas e integrantes da facção. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o deputado e o ex-vereador estariam envolvidos no cancelamento de uma operação de demolição de um imóvel ligado ao TCP em dezembro de 2023.
A dupla teria procurado o 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM) para obter informações sobre a ação policial sigilosa. Após a intervenção, foram feitas alterações no local, como a instalação de uma faixa de projeto social e o apagamento de pintura alusiva à facção, visando disfarçar o uso do espaço pelo grupo criminoso.

