Um ex-vereador repassou a um secretário da Prefeitura do Rio um áudio atribuído a um traficante, no qual o criminoso negava proibir igrejas no Complexo de Israel. A ação faz parte de um inquérito do Ministério Público do Rio que apura a ligação de agentes públicos com o Terceiro Comando Puro (TCP).
A investigação do MPRJ apura a proximidade entre o ex-vereador e o TCP, motivada por suspeitas de interferência na demolição de uma área de lazer utilizada pelo traficante, conhecido como Peixão. O episódio em questão ocorreu quando o ex-vereador apresentou o áudio ao secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale.
Carnevale relatou que, em julho de 2024, foi informado sobre a proibição de festas juninas no Complexo de Israel. Ao verificar a situação, o ex-vereador chegou ao local e afirmou que “não parecia crível que a ordem tivesse sido emanada do Peixão”. Posteriormente, ele reproduziu o áudio, no qual o traficante afirmava que a proibição era uma tentativa de prejudicá-lo.
A operação policial, que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão, mirou o deputado estadual e o ex-vereador por suspeita de envolvimento com a facção. Segundo o MPRJ, a dupla teria procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa de demolição, alegando que o local seria usado para ações sociais.

