A relação comercial entre Brasil e União Europeia enfrenta maior rigor regulatório no setor de proteínas animais. As novas exigências europeias aumentam a pressão por rastreabilidade e comprovação documental em toda a cadeia produtiva. Analistas indicam que, apesar dos desafios, o impacto imediato nas exportações brasileiras é limitado.
O analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras e Mercado, afirmou que o país precisa acelerar a adaptação às regras europeias, que cobram comprovação detalhada de que a produção está livre de substâncias restritas, como antimicrobianos. Ele explicou que a adaptação é mais simples para aves e suínos, mas mais complexa na bovinocultura.
Rodrigo Costa, consultor de mercado, comentou que o bloco europeu adota medidas protecionistas, mas enfrenta problemas internos, como a redução do rebanho bovino desde 2018. Ele destacou que, em maio, as exportações brasileiras cresceram 5,82% em relação a abril, impulsionadas por um mercado global com oferta restrita.
Geraldo Isoldi, da Terra Investimentos, reforçou que a Europa é apenas o terceiro maior comprador da carne brasileira, atrás da China, que responde por cerca de 60% das compras. As autoridades brasileiras têm prazo até 03 de setembro para reenviar a documentação exigida pela União Europeia, mantendo o comércio ativo no período.


