O desenvolvimento das reservas de petróleo na Margem Equatorial exige um investimento de US$ 42 bilhões, distribuídos ao longo dos sete primeiros anos de exploração, segundo a consultoria Oxford Economics. O relatório aponta que a região pode conter até 10 bilhões de barris recuperáveis.
Os economistas Felipe Camargo e Jack Reid, da Oxford Economics, projetam que o pico de produção na Margem Equatorial ocorrerá na segunda metade de 2035. Eles definiram o ponto de equilíbrio da exploração em torno de US$ 25 a US$ 30 por barril, indicando lucro quando o preço internacional do petróleo superar esse valor.
Com a exploração, o Brasil pode entrar na lista dos cinco maiores produtores mundiais de petróleo, ficando atrás apenas de Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Canadá. A produção atual de 3,8 milhões de barris/dia pode subir para cerca de 5 milhões.
A consultoria calculou que o impacto no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficaria entre 0,8% e 1,1% por ano até 2050, considerando os efeitos indiretos na cadeia produtiva e na economia nacional.

