As exportações brasileiras caíram 16% para os Estados Unidos entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Contudo, o comércio total cresceu 8,7% no período, impulsionado pelo aumento de 21,8% nas vendas para a China, que se mantém como principal parceiro comercial.
O comércio bilateral com os EUA totalizou US$ 14 bilhões em exportações, enquanto as importações atingiram US$ 15,5 bilhões, resultando em um déficit de US$ 1,5 bilhão nessa relação. A queda nas vendas para os EUA ocorre em meio a tarifas impostas pelo governo americano no ano passado, e a imprensa apurou que o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, registrou reduções mensais desde agosto do ano passado.
O governo dos Estados Unidos propôs recentemente uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, após uma recomendação anterior de 25%. A decisão final sobre a tarifa será tomada em audiência marcada para 7 de julho. Mesmo com a retração no comércio com os EUA, a balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 32,6 bilhões até maio, representando um crescimento de 34,2%.
A China lidera o crescimento, com um aumento de 21,8% nas exportações. O presidente Lula comentou sobre a abertura do mercado chinês para a carne brasileira em reação às medidas americanas. Economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, afirmou que o Brasil compensa a perda de participação nos EUA com ganhos expressivos em mercados asiáticos e europeus, demonstrando capacidade de diversificação da pauta.


