O Museu de Arte Contemporânea (MAC) apresenta a exposição “Ohpeko dihtara Travessias da Guanabara”, que utiliza a arte indígena para discutir a origem do mundo. A mostra reúne 35 trabalhos de oito artistas de sete povos distintos, e ocorre em Niterói até 23 de agosto.
A exposição, que tem concepção de Daiara Tukano e curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, parte do projeto Encontro com Arariboia. O título, que significa “O lago de leite” em língua tukano, remete ao berço da criação humana, segundo a cosmologia indígena. Os textos da mostra são apresentados em português e traduzidos para o nheengatu, idioma indígena da família tupi-guarani.
Daiara Tukano afirmou que a Baía de Guanabara é um “lugar sagrado” para os povos originários. Ela declarou que o território é indígena antes da chegada de qualquer povo europeu. A artista explicou que a região é marcada por duas imagens fortes: a chegada das caravelas e a aparição da cobra grande, segundo a cosmologia local.
O diretor do MAC, Victor De Wolf, comentou que a instituição busca difundir a produção contemporânea indígena brasileira. A visitação é livre de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada franca às quartas-feiras. O ingresso custa R$ 20 para a entrada inteira.

