O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques. A decisão foi tomada na quarta-feira (3) sobre um mandado de segurança que pleiteia a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.
Os parlamentares alegaram que o ministro relator possui interesse direto no caso, citando uma relação de amizade com um dos investigados no processo Master. No entanto, Fachin explicou que o pedido de suspeição extrapolou o prazo regimental estabelecido.
O ministro afirmou que os autos do mandado de segurança foram distribuídos por sorteio em 26 de março de 2026. Contudo, a arguição de suspeição só foi ajuizada no STF em 12 de maio de 2026, ultrapassando o prazo final de 31 de março de 2026, conforme declarou Fachin.
Os senadores também apontam suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ainda não leu o requerimento de instalação da comissão. O documento, protocolado em 26 de novembro de 2026, conta com 53 assinaturas, superando o mínimo de 27 apoiamentos exigidos para a CPI.


