O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido de quatro senadores para afastar o ministro Nunes Marques da relatoria da ação que discute a instalação da CPI do Banco Master. A decisão foi tomada após os parlamentares alegarem fatos novos que justificariam a suspeição do magistrado.
Os senadores Eduardo Girão, Alessandro Vieira, Marcos Pontes e Plínio Valério solicitaram ao STF que declarasse o ministro suspeito para julgar um mandado de segurança. A ação busca a criação da Comissão destinada a investigar operações ligadas ao banco de um indivíduo preso em Brasília.
Em documento, Fachin negou o pedido de suspeição do relator, fundamentando a rejeição no prazo regimental, e não analisou o mérito das alegações. Os parlamentares apontaram fatos novos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, como justificativa para o afastamento.
Os autores do pedido citaram medidas cautelares do STF contra um senador e argumentaram que havia uma relação pública e histórica entre Nunes Marques e o parlamentar, o que comprometeria a imparcialidade. Eles também mencionaram a suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em ler o requerimento de instalação da comissão.


