Notícias falsas circulam intensamente durante a Copa do Mundo, afetando a seleção brasileira com teorias não comprovadas. Alegações sobre o uso de Endrick e a saúde de Raphinha surgiram, além de ataques direcionados ao filho de Carlo Ancelotti, Davide.
A desinformação ganhou força nas redes sociais, criando uma “Copa das fake news”. Um dos casos notórios envolve Davide, filho e auxiliar de Carlo Ancelotti. Ele foi alvo de mensagens xenófobas e críticas após um vídeo viral que supostamente mostrava um olhar de reprovação ao entrar Neymar contra a Escócia. Davide esclareceu que a imagem foi tirada de contexto, sendo parte de uma conversa paralela com Paul Clement, alheia à substituição.
O antropólogo David Nemer explica que as redes sociais operam com algoritmos que priorizam o engajamento, e temas como futebol e figuras da seleção geram alta interação. Ele afirmou que narrativas conspiratórias oferecem explicações simples para eventos complexos, reforçando crenças pré-existentes.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adota postura de não manifestação pública sobre os boatos, temendo dar visibilidade aos criadores. A entidade orienta os atletas a moderarem o uso das redes sociais para manter o foco na competição. Rumores sobre a seleção não são inéditos, mas a intensidade atual é considerada um fato novo.

