Práticas inadequadas de segurança cibernética por agentes do Serviço Secreto colocaram em risco autoridades dos EUA, segundo um relatório do inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna americano. O documento aponta que adversários estrangeiros poderiam ter interceptado informações sensíveis, ameaçando líderes nacionais e funcionários sob proteção.
O relatório detalha que o risco decorre, em grande parte, do uso de telefones pessoais pelos agentes, em vez dos dispositivos fornecidos pelo governo durante missões de proteção. A invasão desses aparelhos pode permitir o roubo de dados como contatos, histórico de uso e geolocalização. Com essas informações, invasores poderiam planejar ataques contra pessoas sob custódia ou contra funcionários da agência.
A investigação também identificou que o Serviço Secreto não realizava a limpeza de dados dos telefones após viagens internacionais e carecia de uma política formal para testar softwares antes da instalação nos aparelhos da equipe. O Serviço Secreto declarou que implementou melhorias abrangentes em seus protocolos de comunicação para mitigar a interceptação de dados.
O inspetor-geral citou casos anteriores, como um cartel de drogas mexicano que monitorou um alto funcionário de uma agência federal dos EUA em 2018, demonstrando que a invasão de dispositivos governamentais pode levar a atos graves. A agência gerencia cerca de 8.000 dispositivos móveis que acessam sistemas sensíveis.

