A família Coelho Diniz, proprietária de uma rede de 22 supermercados no leste mineiro, elevou sua participação na GPA, controladora do Pão de Açúcar e Extra Mercado, para 25,1% das ações ordinárias. O aumento foi noticiado no início da noite desta sexta-feira, após a companhia retirar a cláusula de “poison pill” de seu estatuto social.
A alteração na estrutura acionária ocorreu após a retirada da cláusula de “poison pill” do estatuto social do GPA. Essa cláusula impedia que acionistas relevantes ultrapassassem um limite de participação sem que fossem obrigados a realizar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações em circulação.
No dia seguinte à mudança, a Bonsucex Holding, empresa de Silvio Tini, também aumentou sua participação, atingindo 25,795%. O Grupo Casino, varejista francês, detém 20,3% do capital social do GPA, enquanto outros 29% são de participantes não especificados.
Em relação à saúde financeira, o GPA havia solicitado recuperação extrajudicial em março. O plano para reestruturar o endividamento, que era de R$ 4,5 bilhões, foi aprovado em maio. De acordo com o plano, a companhia cortará sua dívida em mais de 50%, prevendo reestruturação, emissão de debêntures e um financiamento de até R$ 200 milhões.

