O consumo de esportes está mudando em 2026, com milhões de pessoas acompanhando partidas por meio de vídeos curtos e destaques em plataformas como TikTok e YouTube. Essa tendência, forte entre as gerações Z e Alpha, força ligas e emissoras a reformular estratégias para atrair novos torcedores.
A transformação é notável no basquete, onde as Finais da NBA registraram cerca de 15 bilhões de visualizações nas redes sociais, o maior número de sua história. Apenas a partida decisiva acumulou mais de 4 bilhões de visualizações em plataformas digitais. Apesar disso, os jogos mantêm audiência na televisão e no streaming, indicando um consumo dividido entre diferentes telas.
Dados de mercado mostram que 68% dos espectadores ainda assistem a eventos esportivos ao vivo pela televisão ou streaming. Contudo, 38% consomem conteúdos como melhores momentos e vídeos em redes sociais. Para as ligas, os destaques funcionam como vitrine, buscando converter o espectador viral em seguidor das transmissões completas.
O crescimento das redes sociais também impõe desafios financeiros. A NBA possui um contrato de mídia avaliado em US$ 77 bilhões por 11 anos, enquanto a NFL tem acordo de aproximadamente US$ 111 bilhões no mesmo período. Em resposta, gigantes da tecnologia, como YouTube e Amazon Prime Video, aumentam investimentos em direitos esportivos.

