O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas em 17 de junho, durante a primeira reunião de política sob a liderança do presidente Kevin Warsh. A decisão, que sinaliza cautela, pode favorecer um aumento substancial no reajuste do custo de vida (COLA) do Seguro Social no próximo ano.
Apesar da manutenção das taxas, nove dos dezoito membros do comitê de definição de taxas indicaram expectativa de aumento de juros antes do fim do ano, com seis projetando elevações de dois quartos de ponto. Essa mudança contrasta com as projeções de março, quando não havia expectativa de alta e o comitê previa corte de juros em 2026. A revisão reflete preocupação com a inflação, que atingiu o nível mais alto em três anos.
O COLA do Seguro Social não é estabelecido pelo Fed. Os reajustes dependem das variações do Índice de Preços ao Consumidor para Trabalhadores Urbanos Assalariados e Clericais (CPI-W) no terceiro trimestre. Se o Fed elevar as taxas, pode haver queda no consumo e desaceleração da inflação, resultando em um COLA menor. Contudo, a postura atual do Fed pode alinhar aposentados a um reajuste mais expressivo no novo ano.
Especialistas estimam o COLA de 2027 em 3,8%, segundo a Liga dos Cidadãos Sêniores, e 4,7%, segundo um analista independente. O cenário ideal para os beneficiários seria inflação elevada o suficiente para um grande reajuste, seguida por queda acentuada de preços após uma elevação das taxas pelo Fed.

