O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano nesta quarta-feira (17). Apesar do acordo EUA-Irã aliviar a curva de juros, a renda fixa global continua pagando taxas elevadas. Investidores analisam a postura do banco central e buscam oportunidades em mercados maduros.
Apesar da decisão amplamente precificada, a atenção dos agentes de mercado foca na postura de Kevin Warsh, diretor do banco central americano. Essa postura é vista como propensa a alta de juros, o que pressiona as taxas dos títulos soberanos americanos. Shinichiro Fukui, gestor da Stratton Capital, explicou que a ameaça de menor oferta de energia empurrou a curva de juros para cima, elevando os spreads de crédito privado.
Fukui avalia que a curva pode achatar se o Fed perceber alívio na pressão sobre os preços, especialmente com a queda do petróleo. Caio Zylbersztajn, sócio da Nord Investimentos, foca na condução da política monetária por Warsh. Ele prefere o risco soberano americano e recomenda prazos curtos a intermediários, devido às incertezas no Oriente Médio.
Bruno Perri, economista da Forum Investimentos, sugere privilegiar economias maduras, como os principais países europeus. Paulo Monteiro, da Gravus Capital, indica que oportunidades de diversificação fora dos Treasuries americanos estão na dívida de mercados emergentes e no crédito corporativo global, acessível via ETFs.

