O Federal Reserve manteve as taxas de juros em patamar estável, entre 3,50% e 3,75%, na quarta-feira, 17 de junho. A decisão, tomada sob a liderança do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, ocorreu apesar das expectativas de corte e em meio a indicadores econômicos mistos.
O órgão central manteve a taxa estável porque a economia apresenta grande incerteza. Embora alguns indicadores econômicos pudessem apoiar um corte, a inflação subiu para um patamar de três anos em maio, atingindo 4,2% em ano, segundo o Bureau of Labor Statistics. Esse aumento foi majoritariamente causado por custos de energia, que representaram cerca de 60% do salto mensal.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) básico, excluindo alimentos e energia, cresceu 2,9% em ano, permanecendo acima da meta de 2,00% do Fed. Além disso, o relatório de emprego de maio indicou a adição de 172 mil empregos não agrícolas, mas o desemprego de longo prazo continua um problema persistente no mercado de trabalho.
A manutenção das taxas permite que o Fed observe o desdobramento de questões globais, como o conflito no Irã, sem alterar a economia em fluxo. Contudo, a decisão coloca o Fed em rota de colisão com o presidente, que tem defendido repetidamente a redução dos juros.

