A 22ª edição da Feicorte, realizada em Presidente Prudente (SP), reuniu produtores, pesquisadores e empresários para discutir o futuro da pecuária brasileira. O evento, maior da cadeia produtiva da carne na América Latina, focou em inovação, genética animal e perspectivas de mercado.
A feira apresentou novas tecnologias e promoveu leilões e julgamentos de animais. O encontro abriu espaço para debater desafios que afetam o setor, como as exigências sanitárias internacionais e as barreiras comerciais impostas por mercados importadores. Segundo uma sommelier de carnes presente, o evento gera negócios e atua como ferramenta de fomento à rentabilidade da cadeia produtiva.
Destaques incluíram raças como o Wagyu, de origem japonesa, valorizada pelo alto marmoreio, e a Texas Longhorn, conhecida por sua adaptação a climas extremos. Representantes comerciais afirmaram que o cruzamento genético tem apresentado bons resultados nos sistemas de produção brasileiros.
Além dos negócios, a Feicorte discutiu o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa pela China e as restrições da União Europeia à importação de carne. O setor movimentou quase R$ 1,5 bilhão apenas nos quatro primeiros meses do ano, reforçando o papel da pecuária no agronegócio nacional.

