A Fifa garantiu que o árbitro somali, impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo de 2026, receberá integralmente os valores acordados para os jogos na América do Norte. O profissional foi retido em Miami e deportado sob alegação de laços com terroristas.
O árbitro, considerado o melhor do continente africano, enfrentou dificuldades migratórias após passar 11 horas retido no aeroporto de Miami. Seu passaporte diplomático foi rejeitado, impedindo sua participação na competição. O profissional foi deportado para a Turquia, com a justificativa de possuir ligações com terroristas.
Canadá e México manifestaram solidariedade à situação, mas não conseguiram viabilizar a participação do árbitro em suas partidas, pois todos os árbitros deveriam estar concentrados nos Estados Unidos. A taxa de arbitragem para a Copa de 2026 será de pouco mais de R$ 500 mil, conforme informações de veículos de comunicação.
O profissional acusou os Estados Unidos de preconceito após a deportação, afirmando: “Acho que eles têm um problema com o meu país”. Ele lamentou o ocorrido, dizendo: “Estou muito, muito desapontado”. O árbitro, que tem 38 anos, planeja apitar a Copa de 2030. Recentemente, ele foi escalado pela Uefa para a final da Supercopa da Europa, que ocorre em Salzburg, na Áustria, no dia 12 de agosto.

