O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou nesta quarta-feira (10) que é “lamentável” a exclusão do árbitro somali Omar Artan da Copa do Mundo de futebol. A organização afirmou que não controla decisões migratórias dos países-sede, após Artan ter sido barrado de entrar nos Estados Unidos.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) confirmou que o oficial de arbitragem Omar Artan não poderá atuar na Copa do Mundo de 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada. A Fifa informou que não se envolve em processos de imigração dos países sedes, e a situação do árbitro não será alterada no momento, segundo a organização.
Em coletiva de imprensa na Cidade do México, um dia antes do início do torneio, Infantino reforçou que a organização esportiva não detém controle sobre governos ou forças policiais. Ele disse: “Estamos sempre tentando encontrar soluções, mas precisamos reconhecer que não somos os donos do mundo, que podem mandar em governos e forças policiais — somos uma organização esportiva”.
Artan, de 34 anos, fazia parte dos 52 árbitros selecionados para a edição do torneio, organizado pelo Canadá, México e Estados Unidos. Ele era um dos árbitros mais respeitados da África e seria o primeiro somali a apitar jogos da Copa do Mundo.


