A Copa do Mundo começa nos Estados Unidos, onde a FIFA realiza o torneio sob as regras do governo Trump. A organização enfrenta críticas por ceder a influências políticas, o que gera constrangimento e restrições aos participantes internacionais.
A entidade mundial de futebol cumpre uma etapa de proximidade com o autoritarismo, após eventos anteriores. Diferente de épocas passadas, a FIFA se encontra curvada a um governo, aceitando as regras do regime americano. Essa situação levanta preocupações sobre a isonomia esportiva e a dignidade dos competidores.
As restrições políticas são evidentes. A seleção iraniana, por exemplo, só pode participar se concentrar no México e jogar nos Estados Unidos, sem pernoitar no território. Além disso, um jogador iraquiano passou sete horas retido na imigração. Jornalistas de países africanos e do Irã tiveram vistos negados.
O torneio inicia em um país que impôs banimento de entrada a cidadãos de quatro nações participantes: Irã, Senegal, Haiti e Costa do Marfim. Torcedores de Argélia, Cabo Verde ou Tunísia enfrentaram exigências de cauções que podiam chegar a US$ 15 mil por pessoa. O presidente da FIFA, Infantino, e a entidade silenciaram diante dessas políticas divisivas.
Em paralelo, o aspecto esportivo aponta desafios. A lesão de um jogador de um time afetou o planejamento tático. Outros times demonstram capacidade de construção ofensiva, mas o calor extremo impõe um adversário duríssimo aos atletas.

