O fim da regra Pattern Day Trader (PDT) nos Estados Unidos, implementado em 4 de junho, eliminou a exigência de patrimônio mínimo de US$ 25 mil para day trades recorrentes. A mudança aproxima a dinâmica operacional americana da bolsa brasileira, mas especialistas apontam que a liquidez e a variedade de ativos continuam sendo fatores de diferenciação.
A extinção da PDT removeu uma barreira significativa para investidores que realizam operações frequentes no mercado americano. Fábio Trevisan, Diretor de Marketing da Webull América Latina, afirmou que as condições de negociação entre os dois mercados diminuíram. Segundo ele, investidores passaram a encontrar um ambiente mais semelhante ao da bolsa brasileira, pois as diferenças praticamente sumiram.
Diego Correia, sócio e líder executivo de investimentos internacionais na XP, esclareceu que a equiparação não é total. O novo modelo americano prioriza o monitoramento da exposição e da margem utilizada, substituindo a antiga lógica baseada na quantidade de operações. Correia observou que o foco regulatório nos EUA passa a ser a margem intradiária, o risco e a exposição em tempo real.
Apesar da semelhança regulatória, a dimensão dos mercados difere. Trevisan destacou que o mercado americano oferece mais de 3 mil ações, contra pouco mais de 400 no Ibovespa, proporcionando um universo de oportunidades muito mais amplo. Correia complementou que o mercado americano possui mais de USD 43 trilhões em valor de capitalização.
Outra diferença reside na diversidade de ativos. Enquanto o Brasil concentra o day trade em contratos futuros de mini índice e mini dólar, os EUA oferecem opções, ETFs e futuros ligados a commodities, metais e criptomoedas. Trevisan ressaltou que essa variedade permite acesso a setores como tecnologia, saúde e aeroespacial, que não têm equivalentes diretos na B3.

