O financiamento do ensino superior na República Tcheca caiu para 4,5% do PIB, segundo o Index prosperity Česka. A redução de verbas fez o país cair da 27ª para a 19ª posição no ranking. Apesar disso, a qualidade das universidades subiu para a 11ª posição no comparativo europeu.
Analistas apontam que o corte no financiamento é um problema significativo. O país piorou no ranking geral de qualidade de educação e pesquisa, caindo da 12ª para a 13ª posição no último ano. O índice aponta que a baixa taxa de formação superior na população jovem é um ponto fraco. Apenas 36% dos cidadãos entre 25 e 34 anos possuem ensino superior, sendo este o quarto pior resultado na União Europeia para essa faixa etária.
Especialistas alertam que o atual ritmo de financiamento pode estagnar o crescimento das universidades locais no cenário internacional. Um dos analistas explicou que o volume de recursos afeta a capacidade institucional, como o número de acadêmicos qualificados e o equipamento disponível. Contudo, o país registrou avanço nas competências digitais, subindo da 15ª para a 8ª posição no ranking.
O especialista Daniel Pražák afirmou que, se o país busca competitividade, o subfinanciamento do ensino é uma “past near a past” (past vedle pasti). Ele defendeu o fortalecimento do ensino terciário, incluindo as formas profissionalmente orientadas, para impulsionar a produtividade da economia.


