A agência Fitch Ratings rebaixou a nota do Banco Digimais para “CCC(bra)”, sinalizando um “risco real de quebra”. O alerta indica que a instituição possui baixa capacidade de honrar seus compromissos, agravado por investigações da Polícia Federal sobre irregularidades no sistema financeiro.
O termo “risco real de quebra”, usado pela Fitch, aponta para uma situação crítica onde a instituição opera com margem de segurança muito baixa. A agência não decretou falência, mas enquadrou o cenário em nível de risco máximo, refletindo enfraquecimento financeiro e incertezas sobre o modelo de negócios.
O rebaixamento incluiu a queda do rating nacional de longo prazo de “BB+(bra)” para “CCC(bra)” e de curto prazo de “B(bra)” para “C(bra)”. Além disso, a Fitch encerrou o acompanhamento do banco por falta de informações, citando mudanças na governança, como a troca de CEO e a destituição do Conselho de Administração.
Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, investigando práticas que supostamente inflaram a solidez financeira do banco, como a superavaliação de ativos. Decisões judiciais já autorizaram o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens de investigados, aumentando a pressão sobre o Digimais.
A continuidade do banco depende de aprovação do Banco Central e do Cade, além de possíveis aportes financeiros. O alerta do mercado traduz que a instituição opera sob condições que colocam em dúvida sua continuidade sem suporte externo ou reestruturação profunda.

