O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta quinta-feira que, apesar do cessar-fogo no Oriente Médio, a normalização total do tráfego no Estreito de Ormuz demandará tempo, caso a paz se mantenha na região.
A diretora de Comunicações do FMI, Julie Kozack, disse que as expectativas de inflação globais estão ancoradas, mas alertou que os bancos centrais devem manter a vigilância. Segundo ela, os maiores impactos do choque de energia afetarão países africanos com limite fiscal apertado e grandes importadores de energia.
Sobre a situação do Líbano, Kozack comentou que o país enfrenta um cenário delicado e não descartou um programa de reformas apoiado pelo FMI, prevendo uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) no ano. Em relação à Argentina, a diretora declarou que a nação latino-americana está progredindo em resiliência econômica, afirmando que “Inflação está caindo, reservas estão sendo reconstruídas e a economia está crescendo”.
Kozack também avaliou a manutenção de juros pelo Fed (Federal Reserve) como “apropriada”, pois a inflação deve atingir a meta de 2% até o fim de 2027. Além disso, a instituição monitora a situação na Venezuela após o terremoto ocorrido na noite anterior.

