Forças de segurança do Paquistão mataram pelo menos 29 militantes em operações terrestres e aéreas na fronteira com o Afeganistão. Paralelamente, o Taliban afegão informou que ataques aéreos resultaram na morte de 38 civis. A troca de ataques ocorre em meio a um conflito intermitente entre os países.
O ministro da Informação paquistanês, Attaullah Tarar, declarou que os ataques aéreos atingiram três alvos nas províncias afegãs de Paktia, Paktika e Kunar. Segundo Tarar, as ações mataram 25 militantes e destruíram grandes quantidades de armas e munições. Além disso, quatro combatentes ligados à facção Jamaat-ul-Ahrar do Taliban do Paquistão foram mortos em ataques terrestres no distrito de Bajaur, na província de Khyber Pakhtunkhwa.
O porta-voz do governo afegão, Hamdullah Fitrat, afirmou que os ataques paquistaneses mataram 38 civis e feriram 163 pessoas, incluindo mulheres e crianças. A maior parte das vítimas ocorreu durante o bombardeio de uma residência na província de Paktia. Um morador local, Mata Khan, relatou que a aeronave atacou a casa enquanto todos dormiam.
Tarar explicou que o Paquistão responde aos “múltiplos incidentes terroristas recentes”. Ele citou o ataque perpetrado pelo Jamaat-ul-Ahrar contra uma instalação dos Sindh Rangers em Karachi, no sul do país, que resultou na morte de três soldados.

