Um fóssil de crânio de gato dente-de-sabre, guardado em gaveta de museu por mais de 50 anos e rotulado incorretamente, foi reavaliado por uma pesquisadora. O espécime pertence à espécie Adelphailurus kansensis, que viveu na América do Norte ocidental há cerca de cinco milhões de anos.
A descoberta ocorreu em 2022, quando uma estudante de pós-graduação visitou coleções do American Museum of Natural History em Nova York. Ela identificou o crânio, que estava rotulado como Pseudaelurus, como um espécime completo, o que a surpreendeu, pois o gênero era usado para descrições genéricas.
A pesquisadora, que agora é pesquisadora pós-doutoral na University of California, Berkeley, utilizou varreduras 3D do fóssil para compará-lo com outros espécimes de gatos dente-de-sabre de diferentes épocas. Esse processo confirmou que o crânio pertencia a A. kansensis, um animal do porte de puma, cuja existência era conhecida apenas por fragmentos de mandíbula e dentes.
Os achados, divulgados em periódico científico, esclarecem a posição da espécie na árvore genealógica dos gatos dente-de-sabre. A análise também permitiu a reconstrução da aparência do animal, que é considerado uma espécie mais primitiva, com caninos curtos, diferente dos exemplares mais famosos, como o Smilodon.
A pesquisadora comentou que o caso demonstra a importância de revisitar coleções históricas, afirmando que “o espécime estava lá por 50, 60 anos, perdido nas gavetas, rotulado de outra coisa”.

