Uma fotógrafa carioca lançou um ensaio-manifesto no Arpoador, no Rio de Janeiro, criticando o que ela chama de ‘cromofobia’. O trabalho questiona a tendência de adotar apenas tons terrosos ou bege, como se fossem os únicos elegantes.
A artista, de 33 anos, desenvolveu o ensaio após uma viagem ao Marajó, no Pará. Ela afirmou que o Brasil possui uma cultura de mistura e calor, mas observa que há uma adesão ao minimalismo como se ele fosse o único padrão estético aceitável.
Segundo a fotógrafa, a ‘cromofobia’ representa o receio de usar a cor. Ela contrastou essa visão com a realidade do Marajó, onde os tons fortes são usados de maneira autêntica em todos os aspectos da vida.
Um especialista em cor, da plataforma de decoração Casa de Colorir, comentou sobre o tema. Ele declarou que critica o “bege do medo”, ligado à insegurança, e diferenciou entre o ‘neutro ativo’ e o ‘neutro passivo’, apontando o segundo como o problema.


