A Fox planeja adquirir a Roku por US$ 160 por ação, visando controlar o sistema operacional de TV e a distribuição de conteúdo nos Estados Unidos. A proposta, defendida por analistas, permite à empresa evitar o alto custo da corrida por plataformas diretas ao consumidor.
O analista Rich Greenfield, da LightShed Partners, argumenta que a aquisição posiciona a Fox para um futuro estratégico, respondendo à questão do que acontece após a televisão linear. Segundo Greenfield, o software da Roku opera em aproximadamente 44% a 45% do tempo de streaming no país, conferindo à plataforma um grande poder de mercado.
A lógica da compra é focar no ‘porteiro’ do streaming, e não em construir um serviço próprio, como fazem concorrentes. A transação prevê que os acionistas da Fox deterão 73% da companhia combinada, com fechamento esperado para o primeiro semestre de 2027. A gestão da Fox estima alcançar cerca de US$ 400 milhões em sinergias de custo anuais.
Embora as ações da Fox tenham caído após o anúncio, a Roku registrou alta. A Fox utiliza um múltiplo de preço/lucro baixo para adquirir um ativo de plataforma com múltiplo alto, o que explica a preocupação com diluição. Um fator que aumenta a confiança no fechamento é a participação de um executivo da Roku no conselho da Fox.

