A Procuradoria da França abriu um inquérito preliminar para investigar supostos crimes de guerra e maus-tratos cometidos por Israel contra ativistas franceses. A investigação surge após a detenção de embarcações com mais de 430 ativistas em 18 de maio, quando se aproximavam do bloqueio naval em Gaza.
Os relatos de ativistas franceses, que retornaram em 22 de maio, descrevem experiências violentas e humilhantes. Um comunicado da Flotilha Global Sumud afirmou que alguns participantes foram espancados e chutados, enquanto outros sofreram agressão sexual. Um dos detidos relatou ser forçado a permanecer ajoelhado com a testa no chão por horas, enquanto o hino nacional israelense era repetido.
Dois ativistas franceses precisaram ser internados em um hospital na Turquia. As Forças Armadas de Israel negaram as alegações. O serviço penitenciário do país declarou que as acusações eram “falsas e totalmente desprovidas de fundamento”.
O caso ganhou destaque após o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, publicar um vídeo zombando de ativistas amarrados. Em retaliação, a França proibiu a entrada de Ben Gvir em seu território. A Promotoria Nacional Antiterrorista (PNAT) iniciou a apuração a pedido do governo francês.


