Promotores franceses abriram uma investigação preliminar sobre suspeitas de tortura e crimes de guerra. A apuração trata do tratamento dado por autoridades israelenses a cidadãos franceses de uma flotilha de ativistas em Gaza.
O Ministério Público Antiterrorismo da França (PNAT) iniciou o inquérito após receber uma comunicação do Ministério das Relações Exteriores francês em 28 de maio. A investigação foi confiada ao escritório central responsável pelo combate a crimes contra a humanidade e crimes motivados por ódio.
Os ativistas, cuja missão era entregar ajuda humanitária e desafiar o bloqueio naval israelense, alegaram ter sofrido abusos. Segundo os organizadores, vários participantes necessitaram de hospitalização por ferimentos, e pelo menos 15 relataram agressões sexuais, incluindo estupro. Os envolvidos já foram libertados.
As autoridades israelenses negaram as acusações de abuso. Outros países ocidentais, como Canadá, Alemanha e Itália, também condenaram o tratamento dado por Israel aos ativistas. A imprensa internacional não conseguiu verificar as alegações de forma independente.


