Uma operação policial deflagrada em 2024 revelou um vasto esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que lesou mais de 4 milhões de beneficiários, totalizando mais de R$ 6 bilhões. A investigação, iniciada após reclamações, aponta indiciamentos e a omissão de autoridades, mas o andamento das apurações sofre com obstruções políticas.
A Polícia Federal, em decorrência da “Operação Sem Desconto”, indiciou onze sindicatos e associações. O esquema de falsificações resultou em descontos indevidos em aposentadorias e pensões. As apurações apontaram um chefe do esquema, Antônio Carlos Camilo Antunes, e a omissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, não tomou providências iniciais, mantendo servidores sob suspeita.
Apesar das revelações, que incluíram prisões e apreensões de bens, as figuras mais proeminentes conseguiram se manter fora do foco das investigações. Uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) foi aberta em agosto de 2025, mas encontrou resistência de congressistas governistas, que buscaram paralisar as apurações.
Em fevereiro deste ano, funcionários do INSS, em delação premiada, denunciaram o envolvimento de um filho do presidente no esquema fraudulento. O Supremo Tribunal Federal (STF) impediu a prorrogação da CPMI em março deste ano, após governistas rejeitarem o relatório apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar.


