As ações dos frigoríficos brasileiros enfrentam pressão na Bolsa após a União Europeia restringir a exportação de produtos de origem animal e a disseminação da bicheira nos Estados Unidos. Os eventos reacenderam o debate sobre a saúde do setor, embora analistas apontem que os impactos imediatos podem ser limitados.
A restrição imposta pela União Europeia adiciona pressão ao setor de proteínas, segundo a Ágora Investimentos, o que explica o movimento de baixa recente e o posicionamento mais cauteloso dos investidores. Dados de mercado de aluguel de ações mostram ceticismo, com a Minerva figurando entre os papéis com maior taxa de aluguel, em 9,49%, e a Marfrig entre os com maior número de dias para cobertura de posições vendidas, em 13,5 dias.
A Genial Investimentos avalia que a perda do mercado europeu pode reduzir margens, mas destaca um amortecedor: lotes destinados à Europa já são redirecionados para unidades dos mesmos grupos na Argentina e no Uruguai. Isso transforma a restrição em um desafio logístico, favorecendo empresas com operações diversificadas.
Sobre o surto de bicheira nos EUA, a Genial Investimentos mantém a tese de investimento para a JBS, argumentando que a diversificação da companhia deve compensar os impactos na operação norte-americana. A corretora também vê potencial de ganho para empresas como MBRF e Minerva, devido à possível escassez de carne bovina nos EUA.


