Incêndios florestais pioraram a poluição por ozônio ao nível do solo em grande parte dos Estados Unidos contíguos, segundo estudo apoiado pela NASA. A fumaça transporta gases como o monóxido de carbono, que ajuda a formar o ozônio, um poluente invisível nocivo à saúde humana e à agricultura.
Os pesquisadores afirmaram que, ao longo da última década, os incêndios florestais se tornaram um fator importante na poluição por ozônio, ou smog, em grande parte do país. Nacionalmente, os focos de incêndio anulam quase quatro anos de progresso obtido no controle do ozônio, com impactos mais severos no Oeste e no Centro-Oeste dos EUA.
A análise, que utilizou inteligência artificial para mapear o ozônio diariamente de 2003 a 2024, mostrou que, após 2015, os ganhos de redução do ozônio desaceleraram ou reverteram. Ao isolar a influência dos incêndios, os cientistas descobriram que a poluição gerada por eles foi um fator principal nessa mudança. Sem a contribuição dos incêndios, o ozônio em nível do solo no Centro-Oeste, por exemplo, provavelmente continuaria em declínio.
O estudo também indicou um impacto na saúde. A exposição crônica ao ozônio ligado a incêndios aumentou as mortes prematuras em cerca de 318 por ano após 2013. Além disso, entre 2022 e 2024, os incêndios expuseram 43 milhões de pessoas adicionais nos EUA a condições que ultrapassavam os padrões federais de qualidade do ar para ozônio.


