Funcionários da TV Justiça iniciaram uma greve por atraso de salários, não depósito de FGTS e retenção de benefícios. A situação levanta questionamentos sobre a responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) perante seus próprios colaboradores.
A paralisação ocorre enquanto os profissionais alegam não receber direitos trabalhistas básicos. O detalhe dos benefícios retidos sugere que os trabalhadores arcam com custos de deslocamento para o trabalho. A questão levanta um dilema jurídico sobre quem deve responder por falhas administrativas internas.
O STF declarou que a responsabilidade pelos problemas trabalhistas é da empresa terceirizada contratada para operar as emissoras. Contudo, a imprensa aponta que o Judiciário deve julgar casos em que terceiros tentam transferir responsabilidades. Um cinegrafista que registra decisões de ministros está há 10 meses sem receber o FGTS.
Apesar da greve, as sessões do Supremo continuam sendo transmitidas normalmente. A programação da TV Justiça pode, ironicamente, servir como prova contra a instituição que a mantém em atividade, expondo um problema de gestão interna.

