O Aeroporto Internacional do Galeão voltou ao centro das atenções do setor aéreo após a Aena vencer o leilão da concessão e a Gol decidir investir para torná-lo um hub internacional. Os movimentos sinalizam uma forte retomada do terminal, que registrou recorde de passageiros em 2025.
A Aena assumirá a administração do Galeão até 2039, após oferecer R$ 2,9 bilhões de outorga ao Governo Federal. A disputa pelo ativo contou com a participação da suíça Zurich e do grupo Vinci Compass e Changi. Segundo a Aena, a infraestrutura atual do aeroporto possui capacidade suficiente para absorver o tráfego esperado sem exigir grandes obras de expansão no curto prazo.
A Gol planeja investir US$ 1,2 bilhão em suas operações no Galeão, visando estabelecer o terminal como sua principal base internacional no país. A companhia já opera mais de 30 rotas e iniciará voos semanais entre Rio de Janeiro e Nova York em julho. O vice-presidente comercial e de estratégia da Gol comentou que a imagem do Rio de Janeiro possui uma força internacional subaproveitada.
A recuperação do aeroporto também teve apoio político. Medidas adotadas pelo governo federal a partir de 2023 restringiram parte da operação do Santos Dumont, redirecionando voos para o Galeão. Apesar disso, especialistas apontam que o Galeão tem capacidade para receber mais voos, e que o possível limite de expansão de Guarulhos pode forçar o fluxo de passageiros para o terminal carioca.


